As manifestações no dia 11 de julho começaram bem cedo, em
Nova Iguaçu por volta das 7hs da manhã, já estávamos no calçadão fazendo
piquetes em lojas, que nesse dia abriram mais tarde. Panfletamos para os que
passavam e dialogamos sobre a importância de irmos às ruas para reivindicar as
nossas pautas. Funcionários das lojas e os que passavam por ali ouviam as falas
dos membros do Sindicato dos Comerciários de Nova Iguaçu. Falas sobre os
direitos que os funcionários têm e os patrões insistem em descumprir, falas
sobre o porquê, nacionalmente, diversas categorias estavam aderindo a esse dia
de greves e paralisações, falas da juventude, a ANEL (Assembleia Nacional de
Estudantes – Livre) esteve presente e totalmente solidária a luta dos
trabalhadores.
Para o comercio de Nova Iguaçu esse dia não foi ainda um dia
de greve, mas a categoria mostrou que esta indignada sim e disposta fazer
greves e paralisações. Donos de lojas que estavam atrasadas em seu horário de
abertura por conta da manifestação, não paravam de ligar para seus gerentes e pressioná-los
para que abrissem logo as lojas.
Demos nosso recado, depois nos dirigimos para a Prefeitura, onde tivemos mais falas e nos juntamos do SEPE (Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação) e mais tarde fomos para o centro do Rio de Janeiro onde compusemos o ato que saiu às 15hs da Candelária, juntamente com diversas outras categorias, sindicatos e centrais sindicais como a CSP-Conlutas. Esse foi só o começo, trabalhadores e a juventude continuarão indo às ruas, mostrando sua força e poder de organização, não pararemos até sermos ouvidos e atendidos em nossas reivindicações.
Chega de lucros exorbitantes para os patrões e salários miseráveis para os trabalhadores.
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