Unir as mulheres contra o capital sim.
A luta dos socialistas é contra a Igreja Católica como instituição, contra suas medidas, sua riqueza e ostentação, sua visão de mundo conservadora e reacionária, seu financiamento direto ou indireto por parte do Estado etc. Mas os socialistas não lutam contra a fé das pessoas. A relação com a fé é um problema íntimo de cada um e os socialistas não pretendem interferir nesse âmbito. A destruição de imagens consideradas sagradas por pessoas religiosas é errada por um simples motivo: dividem as pessoas em base às suas crenças, ao invés de uni-las em base à luta contra o capitalismo e seus males.
Quebrar a imagem de uma santa não é radical. A radicalidade de qualquer ação não está na forma. Formas são formas e nada mais. A radicalidade está no conteúdo do que se faz. Fazer um sério e difícil trabalho de unir mulheres católicas, protestantes e ateias contra o bolsa-estupro, por exemplo (e há uma grande base para essa ampla união!) é muito mais radical do que o que foi feito sábado em Copacabana. Deixaria o Papa, Felicianos e Malafaias muito mais preocupados e enfurecidos. Agora, ao contrário, o sentimento religioso ofendido de milhões de pessoas será usado pela Igreja contra uma causa justa, e pela qual é preciso lutar com extrema paciência e ampla união.Por Henrique Canary
Condenar um ato vindo de pessoas que tiveram seus corpos controlados pela Igreja Católica as suas vidas inteiras é que é radical?
ResponderExcluirnão radical é unir dotad contra o capital
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