BÉLGICA, SOLIDÁRIA, VAI ÀS RUAS.
A princípio era um ato que queria dar uma resposta rápida de insatisfação com a repressão absurda e de apoio à luta do passe livre, porém, assim como no Brasil, as causas foram se somando e o ato em si ganhou maior dimensão.
Na quarta-feira, dia 26 de junho, 560 pessoas foram às portas da Embaixada do Brasil em Bruxelas para prestar solidariedade às lutas no Brasil e também pedir ao Governo, mesmo de longe - nas palavras dos próprios organizadores - o fim da criminalização dos movimentos sociais, uma democracia que não seja apenas uma palavra "bonita" no texto constitucional, mas que seja de fato democrática, sem exclusão social e sem cerceamento de liberdade de toda e qualquer espécie e por melhorias nos serviços públicos, como transporte, saúde, moradia e educação. O embaixador do Brasil na Bélgica, André Mattoso Maia Amado, recebeu cinco membros da organização que entregaram uma carta com as reivindicações dos presentes.
Organizado por diversos membros da sociedade civil, sendo na sua maioria estudantes, o ato foi um bom reflexo dos acontecimentos no Brasil. Houve inúmeras outras reivindicações acontecendo e pessoas de todas as idades, profissões e origens foram mostrar o seu apoio. A LCT (LIGUE COMMUNISTE DES TRAVAILLEURS), partido-irmão do PSTU na Bélgica, também se fez presente, com seus militantes e bandeiras vermelhas, para prestar solidariedade à nossa luta.
Em nossa opinião, a solidariedade internacional é fundamental para o fortalecimento e para a vitória de qualquer luta.
Contribuiu com esse texto Bia Noronha, da Bélgica.
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