domingo, 23 de junho de 2013

CSP-Conlutas: Ampliar as lutas e erguer nossas bandeiras em defesa das reivindicações trabalhadores

As manifestações que tomam as ruas neste país desde os últimos dias enchem de ânimos os que lutam por uma vida melhor. Estamos vendo a juventude firme defender e conseguir a redução das tarifas do transporte. Uma iniciativa que se expandiu por todo o país e, na noite desta quinta-feira (20), levou cerca de 1 milhão de pessoas às ruas do Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, Recife e dezenas de outras cidades.   Houve protestos em mais de cem cidades, estradas foram interrompidas, o Congresso Nacional foi cercado. A repressão policial foi intensa. Após as mobilizações, em dezenas de cidades incluindo 14 capitais, entre elas São Paulo e Rio de Janeiro, já se conseguiu a redução da tarifa do transporte.   Após a conquista da revogação das tarifas, as manifestações continuam. Há uma insatisfação generalizada. Hoje, as palavras de ordem, as reivindicações são as mais diversas, desde saúde, educação, transporte de qualidade à rejeição aos bilhões de dinheiro público gastos com os grandes eventos esportivos. Há também um sentimento contra a corrupção e um legítimo questionamento aos políticos de plantão.   A força dessa luta, além de já ter conquistado a redução das tarifas, faz com que os banqueiros, empreiteiros, grandes empresas, o governo federal, governos estaduais e municipais, os políticos de direita, que sorriam felizes até ontem, hoje não consigam mais dormir. Todos têm medo visto que essa fúria os atinge diretamente. Essa mobilização tende e precisa continuar, por seu caráter diverso, inteiramente ligado às demandas mais sentidas pelo povo trabalhador e sua juventude.   Agora setores conservadores e de ultradireita fazem, com apoio da grande mídia, uma disputa sobre o perfil que assume a continuidade das manifestações e tentam impor um caráter reacionário nesse movimento tão progressivo. De forma oportunista, este setor reacionário tenta usurpar o sentimento legítimo de indignação dos jovens com a política tradicional.   Tentando disfarçar o seu real objetivo, esses setores vão às ruas com exacerbado sentimento nacionalista, cantando o hino nacional e “Sou brasileiro com muito orgulho, com muito amor”, embrulhados na bandeira nacional. Sabemos que o nacionalismo reacionário é uma ideologia política perigosa e que já esteve nas ruas em momentos históricos cruciais de nossa história tendo como maior expressão disso no Brasil os repugnantes anos de ditadura.   Assim, partidos como PSDB, DEM e outros movimentos de direita, envolvidos em vergonhosos escândalos de corrupção tentam abraçar um sentimento legítimo da massa contra a corrupção e trazer para si o perfil dos protestos. São reforçados com a política de setores fascistas que estimulam o autoritarismo proibindo com violência a presença das bandeiras de organizações de esquerda nas mobilizações.   Isto é inaceitável! “Fui preso e torturado na ditadura militar para que pudéssemos ter as pessoas nas ruas em nosso país; as bandeiras da esquerda não se esquivaram naquele momento e não vão se esquivar agora”, diz Zé Maria de Almeida, da Secretaria Executiva da CSP-Conlutas (e também presidente nacional do PSTU).   De fato, o movimento sindical e popular tem papel importante nesse momento. A luta vai continuar e ainda temos uma longa pauta de demandas dos trabalhadores: reduzir preço da tarifa e estatizar o transporte, assim como obrigar o governo a investir na saúde e na educação. É preciso apresentar as demandas da classe trabalhadora: congelamento dos preços dos alimentos, redução da jornada de trabalho, aumento de salários, fim das privatizações e apontar a necessidade de outro modelo econômico que não esse que os governos do PSDB e PT vem aplicando em nosso país.   Nessas manifestações cabem os que são apartidários, os sindicatos, as centrais sindicais que assumirem, nesse momento, a pauta da juventude em luta contra os governos de plantão. O que não cabe é qualquer forma de coação à livre manifestação da esquerda brasileira.   Por isso, a CSP-Conlutas está presente nessa luta com suas bandeiras erguidas e defendendo as bandeiras vermelhas em todo momento. As bandeiras de lutas históricas dos trabalhadores no Brasil e em todo o mundo.

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